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Redes GPON: tudo o que tem de saber sobre as redes do futuro

As redes de telecomunicações são para as empresas um investimento estratégico que se pretende “future-proof”. O investimento em redes de alto débito que permitam garantir a incorporação de serviços futuros com exigência de elevada largura de banda é assim crucial.

Assegurar que a infraestrutura é um meio seguro, de elevada fiabilidade assume também fator decisivo.

A diferenciação num mercado competitivo, como o da hospitalidade, a satisfação das expetativas dos hóspedes, consequente fidelização e influencia dos seus comentários e classificações, assim como o aumento da rentabilidade são outros fatores determinantes.

E por último, mas não menos importante, os aspetos económicos relativos ao investimento (CAPEX) e custos operacionais (OPEX) são naturalmente requisitos de elevada preponderância.

É neste contexto que as redes GPON (Gigabit Passive Optical Network) , redes de alto débito, future-proof , assentes numa infraestrutura passiva com capacidade para suportar a evolução dos standards [XG-PON (10Gbps – 2,5 Gbps), XGS-PON, TWDM-PON (10Gbps-10Gbps) e os  futuros > 40G &100G] , fiáveis, com garantia de desempenho e imunidade a interferências eletromagnéticas (EMI) e de rádio frequência (RFI), revelam atualmente grande expansão e popularidade em diversos sectores de atividade tais como: Hotéis, Saúde, Educação, Escritórios, Indústria, Gestão pública, Hospitais…Desenvolvem-se da sala técnica, com origem no OLT  (Optical Network Termination) , que controla todo o protocolo, a jusante servindo os clientes e colaboradores e a montante gerindo os serviços  a disponibilizar, utiliza como meio de distribuição uma rede ótica passiva (PON) que segue uma arquitetura P2MP (ponto-multiponto), e termina no ponto de interface do cliente com a rede (User Network Interface) onde é instalado o ONT (Optical Network Termination).

Fig.1 FTTR – Arquitetura da rede

A rede de distribuição ótica (ODN) é completamente passiva, somente constituída por fibra e splitters óticos passivos.  Os rácios de splitagem poderão ser 1:64 ou 1:128, o que permite que um OLT com 8 portas PON suporte respetivamente 512 (8 x 64) ou 1024 (8 x 128) ONT’s.

Fig.2 – OLT

Ao nível do (User Network Interface) o ONT serve os aposentos do hóspede com HSI (Internet de alta velocidade), Voz (VoIP), Wi-Fi, Televisão (IPTV ou RF Overlay).

O ONT dispõe de duas portas FXS, para, por questões económicas ou de outra índole, permitir a utilização de terminais de voz analógicos.

O ONT poderá servir igualmente as partes comuns do edifício disponibilizando serviços condizentes com as suas necessidades, tais como CCTV ou outros.

Fig.3 ONT

Vantagens:

Investimento estratégico “future-proof”

Rede de alto débito que permite garantir a incorporação de serviços futuros com exigência de elevada largura de banda.

Elevada fiabilidade: Imunidade a interferências eletromagnéticas (EMI) e de rádio frequência (RFI). As Redes de cobre deficientemente instaladas podem radiar ou ser impactadas por interferência EMI/RFI presentes no seu percurso.

Sabe-se que a maioria de problemas que ocorrem nas redes de cobre se relacionam com interferência EMI, crosstalk e desadaptação de impedância, nenhuma das quais afeta a fibra.

Evolutivo: a mesma infraestrutura pode suportar novos standards como: XG-PON(10Gbps-2.5Gbps), XGS-PON, TWDM-PON (10Gbps-10Gbps) e os futuros > 40G & 100G

Redução significativa de custos CAPEX e OPEX

Redução da cablagem, caminho de cabos e de topologias físicas complexas: Menores custos de instalação e manutenção.

Sendo a rede GPON uma rede passiva, não requer equipamentos ativos entre o OLT, instalado na sala técnica e o ONT instalado nos quartos. Desta forma, reduz-se a necessidade de espaço e consequentemente a complexidade dos bastidores dos PD’s (Pontos de Distribuição). Tratando-se de equipamentos passivos deixa de ser necessário a instalação de climatização, contribuindo adicionalmente para redução do consumo energético e das necessidades de manutenção.

Menor complexidade e requisitos de espaço da sala técnica e PD’s

Menor consumo de energia Gestão centralizada da rede: redução de custos e complexidade operacional e de manutenção.

Satisfação das expetativas dos hóspedes:

Largura de banda mínima garantida aos utilizadores com possibilidade de marcação de serviços prioritários.

QoS [P-bit (0..7) define prioridade do tráfego de ingresso  e CIR – Committed Information Rate  – atribui largura de banda]

Maior velocidade ao acesso à informação.

Qualidade e fiabilidade do serviço. Melhor experiência de utilização dos serviços IPTV,  VoIP e acesso à Internet via WiFi

Nota: Enquadramento GPON com a prescrições técnicas ITED

Fig.5 ITED – Redes de cabo (Prescrições mínimas)
Edifícios de escritórios, comerciais, industriais e especiais novos

No contexto da alteração das prescrições e especificações técnicas que regem as Infraestruturas de Telecomunicações em Edifício (ITED), aprovadas pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), com entrada em vigor a 1 de abril de 2020 e período transitório, até 31 de julho de 2020, as redes GPON passam a ter enquadramento. Onde no ITED 3 se lê a obrigatoriedade de passagem, entre ATI-PD  e PD-PD, de cabos das 3 tecnologias ( Coaxial, Pares de Cobre e Fibra), no ITED 4 é deixado ao critério do projetista tendo em conta o fim a que o edifício se destina.

Autor: José Couto, da Teka

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